domingo, 23 de janeiro de 2011

Loucura para Ushuaia - De Pelotas a Colonia do Sacramento

Quarta-feira, dia 19/01/2011, seguimos em direção à fronteira Jaguarão (BR)- Rio Branco (URU) e de lá para Treinta e Treys. Lá descobri que o caminho que planejei estava entremeado por um monte de estradas de chão pelo caminho e tive que mudar o caminho no processo. Por quê?

Simples: a moto com aqueles enormes bauletos laterais de 41 litros havia ficado estupidamente instável sob a ação dos fortes ventos que assolavam a região central do Uruguai. Andei inclinado, como se estivesse fazendo curva, no meio das retas por muitos quilômetros, segurando a moto no braço e constantemente trazendo-a de volta à trajetória após um rajada de vento imprevisível que às vezes me levava em direção à pista oposta e às vezes em direção ao acostamento. Tava brabo, mas a boa vontade do povo uruguaio em nos orientar em como seguir os melhores caminhos foi maravilhosa e nos poupou certamente de um dia mais difícil.

No mais, a TDM, embora se saia bem em estradinhas de chão bem conservadas, não foi feita para isso. O negócio dela é devorar quilômetros e quilômetros de asfalto em alta velocidade com o conforto das motos turísticas, acelerando como motos de arrancada, fazendo curvas como motos esportivas, com uma autonomia maior que da maioria das motos aventureiras e com economia de combustível digna de 250cc. Enfim, a moto é realmente fantástica para o que ela se propõe.

Enfim, chegar à Colonia do Sacramento foi foda por causa do vento impiedoso que nos castigava, mas, ao final do dia, o pôr do sol de Colonia do Sacramento nos recompensou todo o dia de angústias e incertezas. Simplesmente lindo...

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