Já na saída de Buenos Aires, mas ainda na Ruta 3, começo a sentir uma alteração na dirigibilidade da moto. Na verdade, a TDM parece um reloginho e, por isso, qualquer alteração fica fácil de perceber. Assim, parei a moto e pedi a Beti que desse uma olhada para ver se alguma coisa estava estranha. De fato, descobrimos que a ponteira do escapamento esquerda estava solta.
O problema é que, na ponteira de escape da TDM, há uma sonda que passa informações para injeção eletrônica e um catalisador. Ou seja, aquele problema poderia ter consequencias maiores.
Quando vi o que aconteceu, lembrei-me do olhar sarcástico dos marinheiros no convés do buquebus e o fato de que a TDM é conhecida por não apresentar problemas deste tipo, deixou claro para mim que alguém havia sacaneado a moto no buquebus.
Para nossa sorte, alguns quilômetros depois da constatação da sacanagem, encontramos uma loja de ferragens com um pessoal muito gentil que nos DEU o que eu precisava no momento, isto é, arame.
Amarrei a ponteira do escape e prossegui o posto Petrobras mais próximo. Lá fui procurar internet para saber onde ficava a concessionária Yamaha mais próxima. A internet não funcionava, mas a solidariedade estava em alta. Por isso, o próximo post seria em espanhol para que nossos novos amigos de estrada pudessem entender... Pero Traductor de Google es muy malo...
sábado, 29 de janeiro de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Loucura pra Ushuaia - Saída de Buenos Aires
Dia 21/01/2011, às 8h30m local, eu e a Beti chegamos a Buenos Aires. Desembarcamos a moto do Buquebus, passamos pela inspeção da migração argentina e caímos na rua. Caraca, o trânsito em Buenos Aires é selvagem!!!! A galera passa por cima mesmo. Não tem essa papo de respeitar as faixas e até mesmo os sinais luminosos do trânsito frequentemente são ignorados. Chega a dar dúvida se aquele sinal realmente está vermelho ou se você está comendo bola!!!
De qualquer forma, conseguimos parar em um posto YPF ainda bem perto do Porto de Buenos Aires. Sentamos, pedimos um café e planejamos como sair dali. O guia YPF, anunciado como sendo o melhor da Argentina, não era nem mesmo conhecido pela menina que ra funcionária do posto YPF!!!! Chegou a ser engraçado a cara de constrangimento dela, rsrsrsrsrs.
De qualquer forma, ela teve uma ENORME BOA VONTADE CONOSCO e pediu informações a um cliente e este nos explicou como sair dali em direção a Ruta Nacional 3, que nos levaria para Ushuaya.
Bom, é aí que começa a loucura total do trânsito de Buenos Aires. As placas são desencontradas e, embora a população local tenha sido sempre muito prestativa, foi difícil chegar a Ruta 3. Pra piorar, o início da Ruta 3 é bem dentro de Buenos Aires, tendo inclusive uma infinidade de semáforos não sincronizados, que são avançados sem a menor cerimônia pelos argentinos. Era engraçado, mas complicado.
O asfalto era péssimo, as pessoas (incluindo os pedestres!) pareciam loucas e as mães pareciam chocadeiras. Opa! Por que falei das mães? Porque vimos por pelo menos 3 vezes mães largarem as mãos das crianças no meio da rua. Fiquei chocado. Nunca tinha visto aquilo em lugar nenhum. Nem mesmo em outras regiões da Argentina. Acho que passamos por Buenos Aires em um dia onde estava todo mundo cheirado, srsrsrsrsrs.
Teve uma doida que largou o filho na frente da nossa moto na saída do posto. Se a TDM não tem um freio impressionante, cá estaria eu preso por atropelar aquela criancinha. Nunca vi tamanha estupidez. O pior é que a mulher nem deu bola por fato de seu filho quase ser atropelado! Fiquei sem reação, parado um tempo para me recuperar do susto...
Mas ainda não acabou. Buenos Aires é realmente inesquecível... Mas isto fica para um próximo post.
De qualquer forma, conseguimos parar em um posto YPF ainda bem perto do Porto de Buenos Aires. Sentamos, pedimos um café e planejamos como sair dali. O guia YPF, anunciado como sendo o melhor da Argentina, não era nem mesmo conhecido pela menina que ra funcionária do posto YPF!!!! Chegou a ser engraçado a cara de constrangimento dela, rsrsrsrsrs.
De qualquer forma, ela teve uma ENORME BOA VONTADE CONOSCO e pediu informações a um cliente e este nos explicou como sair dali em direção a Ruta Nacional 3, que nos levaria para Ushuaya.
Bom, é aí que começa a loucura total do trânsito de Buenos Aires. As placas são desencontradas e, embora a população local tenha sido sempre muito prestativa, foi difícil chegar a Ruta 3. Pra piorar, o início da Ruta 3 é bem dentro de Buenos Aires, tendo inclusive uma infinidade de semáforos não sincronizados, que são avançados sem a menor cerimônia pelos argentinos. Era engraçado, mas complicado.
O asfalto era péssimo, as pessoas (incluindo os pedestres!) pareciam loucas e as mães pareciam chocadeiras. Opa! Por que falei das mães? Porque vimos por pelo menos 3 vezes mães largarem as mãos das crianças no meio da rua. Fiquei chocado. Nunca tinha visto aquilo em lugar nenhum. Nem mesmo em outras regiões da Argentina. Acho que passamos por Buenos Aires em um dia onde estava todo mundo cheirado, srsrsrsrsrs.
Teve uma doida que largou o filho na frente da nossa moto na saída do posto. Se a TDM não tem um freio impressionante, cá estaria eu preso por atropelar aquela criancinha. Nunca vi tamanha estupidez. O pior é que a mulher nem deu bola por fato de seu filho quase ser atropelado! Fiquei sem reação, parado um tempo para me recuperar do susto...
Mas ainda não acabou. Buenos Aires é realmente inesquecível... Mas isto fica para um próximo post.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Loucura pra Ushuaia - De Sacramento a Buenos Aires
Planejávamos sair no dia 20/01/2011, para Buenos Aires, mas aqui começam mais problemas. A Beti foi comprar a passagem no buquebus (isto é, o sistema de transporte aquaviário que liga Sacramento (URU) até Buenos Aires (ARG)), mas só tinha passagem para o dia 21/01, às 5h30m. Por isso, ficamos "presos" em Sacramento no dia 20/01. Santa Prisão!
O lugar é maravilhoso e, embora já conhecêssos e houvéssemos nos proposto a voltar, havia muito ainda a conhecer. De fato, teremos que voltar de novo, pois ainda há muito a visitar. Sensacional!
Depois que a Beti me torturou caminhando pela Playa de Las Delicias, ela resolveu completar o serviço na parte histórica da cidade. Lá se revelou o meu lado masoquista e eu pude ver a beleza de Sacramento em meio ao sofrimento de tanto andar. Nós deveríamos ter ficado magrinhos, mas, na verdade, engordamos, rsrsrsrsrs. Parece que estamos jantando muito bem e com excelentes vinhos!
Chegamos às 4h30m, do dia 21/01, no Porto de Sacramento para fazer check in e passar pela migração. O serviço é frio, mas bem feito.
Infelizmente, tudo indica que um engraçadinho dentro do buquebus resolveu fazer uma pequena sacanagem conosco, soltando um dos canos de descarga da TDM e travando um dos nossos bauletos laterais.
Para piorar, viria um inferno nas ruas de Buenos Aires, mas isto fica para o próximo post.
O lugar é maravilhoso e, embora já conhecêssos e houvéssemos nos proposto a voltar, havia muito ainda a conhecer. De fato, teremos que voltar de novo, pois ainda há muito a visitar. Sensacional!
Depois que a Beti me torturou caminhando pela Playa de Las Delicias, ela resolveu completar o serviço na parte histórica da cidade. Lá se revelou o meu lado masoquista e eu pude ver a beleza de Sacramento em meio ao sofrimento de tanto andar. Nós deveríamos ter ficado magrinhos, mas, na verdade, engordamos, rsrsrsrsrs. Parece que estamos jantando muito bem e com excelentes vinhos!
Chegamos às 4h30m, do dia 21/01, no Porto de Sacramento para fazer check in e passar pela migração. O serviço é frio, mas bem feito.
Infelizmente, tudo indica que um engraçadinho dentro do buquebus resolveu fazer uma pequena sacanagem conosco, soltando um dos canos de descarga da TDM e travando um dos nossos bauletos laterais.
Para piorar, viria um inferno nas ruas de Buenos Aires, mas isto fica para o próximo post.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Loucura para Ushuaia - De Pelotas a Colonia do Sacramento
Quarta-feira, dia 19/01/2011, seguimos em direção à fronteira Jaguarão (BR)- Rio Branco (URU) e de lá para Treinta e Treys. Lá descobri que o caminho que planejei estava entremeado por um monte de estradas de chão pelo caminho e tive que mudar o caminho no processo. Por quê?
Simples: a moto com aqueles enormes bauletos laterais de 41 litros havia ficado estupidamente instável sob a ação dos fortes ventos que assolavam a região central do Uruguai. Andei inclinado, como se estivesse fazendo curva, no meio das retas por muitos quilômetros, segurando a moto no braço e constantemente trazendo-a de volta à trajetória após um rajada de vento imprevisível que às vezes me levava em direção à pista oposta e às vezes em direção ao acostamento. Tava brabo, mas a boa vontade do povo uruguaio em nos orientar em como seguir os melhores caminhos foi maravilhosa e nos poupou certamente de um dia mais difícil.
No mais, a TDM, embora se saia bem em estradinhas de chão bem conservadas, não foi feita para isso. O negócio dela é devorar quilômetros e quilômetros de asfalto em alta velocidade com o conforto das motos turísticas, acelerando como motos de arrancada, fazendo curvas como motos esportivas, com uma autonomia maior que da maioria das motos aventureiras e com economia de combustível digna de 250cc. Enfim, a moto é realmente fantástica para o que ela se propõe.
Enfim, chegar à Colonia do Sacramento foi foda por causa do vento impiedoso que nos castigava, mas, ao final do dia, o pôr do sol de Colonia do Sacramento nos recompensou todo o dia de angústias e incertezas. Simplesmente lindo...
Simples: a moto com aqueles enormes bauletos laterais de 41 litros havia ficado estupidamente instável sob a ação dos fortes ventos que assolavam a região central do Uruguai. Andei inclinado, como se estivesse fazendo curva, no meio das retas por muitos quilômetros, segurando a moto no braço e constantemente trazendo-a de volta à trajetória após um rajada de vento imprevisível que às vezes me levava em direção à pista oposta e às vezes em direção ao acostamento. Tava brabo, mas a boa vontade do povo uruguaio em nos orientar em como seguir os melhores caminhos foi maravilhosa e nos poupou certamente de um dia mais difícil.
No mais, a TDM, embora se saia bem em estradinhas de chão bem conservadas, não foi feita para isso. O negócio dela é devorar quilômetros e quilômetros de asfalto em alta velocidade com o conforto das motos turísticas, acelerando como motos de arrancada, fazendo curvas como motos esportivas, com uma autonomia maior que da maioria das motos aventureiras e com economia de combustível digna de 250cc. Enfim, a moto é realmente fantástica para o que ela se propõe.
Enfim, chegar à Colonia do Sacramento foi foda por causa do vento impiedoso que nos castigava, mas, ao final do dia, o pôr do sol de Colonia do Sacramento nos recompensou todo o dia de angústias e incertezas. Simplesmente lindo...
Loucura para Ushuaia - 2 dias em Pelotas
Pessoal,
chegamos a Pelotas ainda no dia 17/01/2011 com a intenção de no dia seguinte pegar a BR-116 em direção à fronteira Jaguarão(BR)/Rio Branco (URU). Tínhamos, porém, que pegar algumas coisas que estavam em Pelotas para podermos prosseguir viagem, mas os bauletos laterais de 21 litros, que costumo usar em viagens com a TDM 900, estavam abarrotados. Eu e a Beti tentamos de tudo para fazer caber tudo nos meus bauletos, mas não foi possível. A solução foi comprar uns bauletos de 41 litros para botar tudo o que a gente carregava. Na verdade, sempre preferi bauletos 21 litros em relação aos maiores, porque os bauletos de 21 litros não afetam a dirigibilidade da moto tanto em largura quanto em aerodinâmica e isto para motos é fundamental para o equilíbrio.
O problema começou aí. Primeiro, estes bauletos de 41 litros são caros. Segundo, eles atacam muito o vento, tornando a pilotagem insegura e, por fim, eles deixam a moto larga como um carro, não permitindo que a gente pilote no corredor entre os carros, tirando muito do prazer da pilotagem.
Além de tudo isso, os bauletos de 41 litros não couberam na fixação da moto e o meu amigo Manivela (www.manivela.com.br) quebrou um galhão, fazendo de tudo para permitir que a gente saísse em viagem o quanto antes.
Fica aqui registrado o meu agradecimento ao trabalho profissional, dedicado e cheio de boa vontade de toda a equipe da Manivela. Essa galera é realmente muito boa tecnicamente e como pessoas!!!! Fizeram até serão até quase às 22h para deixar a minha moto pronta pra viagem na manhã do dia 19/01/2011!!! Show de bola!
chegamos a Pelotas ainda no dia 17/01/2011 com a intenção de no dia seguinte pegar a BR-116 em direção à fronteira Jaguarão(BR)/Rio Branco (URU). Tínhamos, porém, que pegar algumas coisas que estavam em Pelotas para podermos prosseguir viagem, mas os bauletos laterais de 21 litros, que costumo usar em viagens com a TDM 900, estavam abarrotados. Eu e a Beti tentamos de tudo para fazer caber tudo nos meus bauletos, mas não foi possível. A solução foi comprar uns bauletos de 41 litros para botar tudo o que a gente carregava. Na verdade, sempre preferi bauletos 21 litros em relação aos maiores, porque os bauletos de 21 litros não afetam a dirigibilidade da moto tanto em largura quanto em aerodinâmica e isto para motos é fundamental para o equilíbrio.
O problema começou aí. Primeiro, estes bauletos de 41 litros são caros. Segundo, eles atacam muito o vento, tornando a pilotagem insegura e, por fim, eles deixam a moto larga como um carro, não permitindo que a gente pilote no corredor entre os carros, tirando muito do prazer da pilotagem.
Além de tudo isso, os bauletos de 41 litros não couberam na fixação da moto e o meu amigo Manivela (www.manivela.com.br) quebrou um galhão, fazendo de tudo para permitir que a gente saísse em viagem o quanto antes.
Fica aqui registrado o meu agradecimento ao trabalho profissional, dedicado e cheio de boa vontade de toda a equipe da Manivela. Essa galera é realmente muito boa tecnicamente e como pessoas!!!! Fizeram até serão até quase às 22h para deixar a minha moto pronta pra viagem na manhã do dia 19/01/2011!!! Show de bola!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Loucura para Ushuaia - De Porto Alegre a Pelotas
Saímos de Porto Alegre às 10h da segunda-feira, dia 17/01/2011. Iríamos sair às 8hs de casa e passar no mecânico para, mas atrasamo-nos por vários motivos que não comentarei aqui para não começar uma briga com a Beti, rsrsrsrsrss. Sacanagem, rsrsrsrsrs. Fora isso, lembre-se que este blog é auto-referenciado, isto é, quando eu falo a verdade, estou mentindo e vice-versa!!! ahhahah
Sorte que ela vai poder dar a versão dela dos fatos nos comentários. De qualquer forma, o fato é que saímos de casa às 9h15m, chegamos ao mecânico 9h30m e saímos de Poa às 10h.
Resolvemos passar em Pelotas pra pegar algumas coisas na minha casa de Pelotas. Resultado: ficamos 2 dias. Por quê??? Isto fica pro proximo post!
Sorte que ela vai poder dar a versão dela dos fatos nos comentários. De qualquer forma, o fato é que saímos de casa às 9h15m, chegamos ao mecânico 9h30m e saímos de Poa às 10h.
Resolvemos passar em Pelotas pra pegar algumas coisas na minha casa de Pelotas. Resultado: ficamos 2 dias. Por quê??? Isto fica pro proximo post!
Loucura para Ushuaia
Oi, Pessoal!
Esta é a narração de uma viagem que tem tudo pra dar errado, pois o planejamento começou cuidadoso e terminou com uma maluquice. Explico-me: normalmente, viajo nas férias e tava na hora de eu ir visitar meu irmão em Brasília. Então, planejei com a minha namorada Beti (minha leal maluca, digo, companheira de viagens) todo um roteiro legal, onde passaríamos por várias localidades lindas como Chapada dos Veadeiros, Chapada dos Guimarães, Bonito e Foz do Iguaçu.
Uma semana antes de iniciar a viagem perguntei a Beti se ela gostaria de ir pro extremo sul da Patagonia de moto comigo. Como ela é pelo menos tão louca quanto eu, ela topou de pronto.
Resultado: todo o planejamento de viagem foi jogado no lixo, corremos pra comprar roupas especiais para suportar frio intenso e roupas impermeáveis para a Beti bem como luvas e botas adequadas pra isso.
Assim, começa a Maluquice pra Ushuaia. E vamos nós juntos mais uma vez!
Esta é a narração de uma viagem que tem tudo pra dar errado, pois o planejamento começou cuidadoso e terminou com uma maluquice. Explico-me: normalmente, viajo nas férias e tava na hora de eu ir visitar meu irmão em Brasília. Então, planejei com a minha namorada Beti (minha leal maluca, digo, companheira de viagens) todo um roteiro legal, onde passaríamos por várias localidades lindas como Chapada dos Veadeiros, Chapada dos Guimarães, Bonito e Foz do Iguaçu.
Uma semana antes de iniciar a viagem perguntei a Beti se ela gostaria de ir pro extremo sul da Patagonia de moto comigo. Como ela é pelo menos tão louca quanto eu, ela topou de pronto.
Resultado: todo o planejamento de viagem foi jogado no lixo, corremos pra comprar roupas especiais para suportar frio intenso e roupas impermeáveis para a Beti bem como luvas e botas adequadas pra isso.
Assim, começa a Maluquice pra Ushuaia. E vamos nós juntos mais uma vez!
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