Este foi um dia estafante onde percorremos um total de 680km. A distancia não foi muita< mas houve tantos percalços que chegar a Eduardo Castex já foi um feito. Muitos erros de caminho e uma dúvida ao passar pelo meio do deserto.
No mais, esquecemos de contar, mas, em El Chocon, perto de Neuquén, conhecemos um argentino, chamado Nestor, que estava viajando de moto sozinho em uma moto chinesa de 200cc. O cara era aposentado e deveria ter quase 70 anos. Conversamos com ele e o cara era muito gente fina. Sugeriu-nos que voltássemos no inverno para Villa La Angostura. O Nelson ponderou que pilotar na neve seria muito perigoso. De pronto, ele respondeu: " Peligroso son estos hijos de puta en la ruta con sus autos, camiones y colectivos! Todo se hace en Buenos Aires!" Caralho, ficamos chocados! O cara falou com uma sinceridade de coração, que não dava para discutir ou contemporizar, mesmo porque este é o sentimento de quem está pilotando uma moto e é jogado para fora da estrada por um carro. Já tínhamos a percepção de que aqueles loucos da estrada eram semelhantes aos loucos que encontramos em Buenos Aires, mas o Nestor nos deu a confirmação, rsrsrsrsrsr.
Até a próxima!
Nelson e Beti
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Loucura pra Ushuaia - La Confluencia a General Roca
O Nelson estava atrasado para um compromisso profissional inadiável e, por isso, tocamos firme sem muitas paradas até General Roca, perfazendo um total de 530km. Afora os motoristas ensandecidos do caminho, não houve muitas emoções neste trecho.
Dormimos no hotel Bristol, uma vez que ele já era conhecido pelo Nelson. Comemos bem, dormimos e no dia seguinte continuamos a viagem.
Nelson e Beti
Dormimos no hotel Bristol, uma vez que ele já era conhecido pelo Nelson. Comemos bem, dormimos e no dia seguinte continuamos a viagem.
Nelson e Beti
Loucura pra Ushuaia - Villa La Angostura a La Confluencia
Como último passeio antes da volta, decidimos passar por La Confluencia, lá os rios Limay e Traful se encontram, fazendo com que as águas, de cores azul e verde vibrantes, colidam e se misturem. É um espetáculo que merece ser visto, nenhuma descrição é capaz de apresentar o que a natureza fez. Nos sentimos em um verdadeiro cartão postal, pintado em cores muito vivas, de azul, verde e em algumas partes prata, lindo!
Seguimos nossa viagem de retorno, satisfeitos em poder apreciar tamanha beleza.
Nelson e Beti
Seguimos nossa viagem de retorno, satisfeitos em poder apreciar tamanha beleza.
Nelson e Beti
Loucura pra Ushuaia - Villa La Angostura
Chegamos no dia 05 de fevereiro nesse lugar adorável, que fica a pouco mais de 80km de Bariloche, na Província de Neuquén. Lá, os hotéis, as pousadas, as cabanas e até as lojas se parecem com casinhas de bonecas.
Ficamos no hotel Angostura, que fica à margem da Bahia Mansa, um lugar muito confortável e bonito que merece destaque: http://www.hotelangostura.com/espanol/index.html
Os jantares foram no hotel, que dispõe de um excelente restaurante (El Viejo Coihue), que oferece pratos típicos da região, como cervo, truta e javali, sempre regados a excelentes vinhos e cervejas argentinas.
Fomos conhecer o Parque Nacional dos Arrayanes num passeio de barco e caminhada, onde conhecemos Pablo e sua mãe, Elvira, uma dupla muito simpática e interessante, vindos de La Plata. Assim como vários argentinos que conhecemos durante a viagem, eles também conheciam e gostavam muito do Brasil, das nossas praias e dos brasileiros.
Também fizemos um passeio de moto e passamos pelo lago Nahuel Huapi, pelo lago Correntoso e pelo lago Espejo, três dos sete lagos, lindos, nas cores verde e azul muito claros.
No dia 06, fomos abastecer em um posto YPF e não tinham gasolina. Ficamos arrepiados e pensamos: de novo não!
No dia seguinte, na hora de iniciar o retorno pra casa, conseguimos abastecer perto do meio dia e carregamos também um galão de gasolina, pra garantir a volta, mal sabíamos o que ia acontecer ao usá-la, mas isso só aconteceu em Eduardo Castex e essa história fica pra depois.
Nelson e Beti
Ficamos no hotel Angostura, que fica à margem da Bahia Mansa, um lugar muito confortável e bonito que merece destaque: http://www.hotelangostura.com/espanol/index.html
Os jantares foram no hotel, que dispõe de um excelente restaurante (El Viejo Coihue), que oferece pratos típicos da região, como cervo, truta e javali, sempre regados a excelentes vinhos e cervejas argentinas.
Fomos conhecer o Parque Nacional dos Arrayanes num passeio de barco e caminhada, onde conhecemos Pablo e sua mãe, Elvira, uma dupla muito simpática e interessante, vindos de La Plata. Assim como vários argentinos que conhecemos durante a viagem, eles também conheciam e gostavam muito do Brasil, das nossas praias e dos brasileiros.
Também fizemos um passeio de moto e passamos pelo lago Nahuel Huapi, pelo lago Correntoso e pelo lago Espejo, três dos sete lagos, lindos, nas cores verde e azul muito claros.
No dia 06, fomos abastecer em um posto YPF e não tinham gasolina. Ficamos arrepiados e pensamos: de novo não!
No dia seguinte, na hora de iniciar o retorno pra casa, conseguimos abastecer perto do meio dia e carregamos também um galão de gasolina, pra garantir a volta, mal sabíamos o que ia acontecer ao usá-la, mas isso só aconteceu em Eduardo Castex e essa história fica pra depois.
Nelson e Beti
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Loucura pra Ushuaia - De El Bolsón a Bariloche
Partimos de El Bolsón para Bariloche no dia 03 de fevereiro, sem muitos planos do que fazer na cidade, pois o escritório de turismo da cidade não nos prestou lá grandes informações.
Ficamos no hotel Aconcágua, bem no centro da cidade, e lá encontramos um simpático atendente que nos deu dicas muito legais de passeios.
Naquele mesmo dia, fomos conhecer o Cerro Campanário, um dos principais mirantes do Parque Nahuel Huapi, onde se chega de teleférico e se pode degustar tortas deliciosas em uma confeitaria situada à beira de uma vista deslumbrante.
No hotel mesmo, contratamos um outro passeio para o dia seguinte, que nos levou ao Cerro Tronador, um antigo vulcão inativo com 3.478 metros de altura, onde se pode contemplar o Ventisquero Negro, que se forma do gelo derretido do Cerro Tronador, além de percorrermos uma pequena trilha para a Cascata Los Alerces, também no Parque Nahuel Huapi.
Adiamos o passeio de barco pelo parque para a próxima viagem e seguimos para Villa La Angostura, mas essa história fica para o próximo post.
Nelson e Beti
Ficamos no hotel Aconcágua, bem no centro da cidade, e lá encontramos um simpático atendente que nos deu dicas muito legais de passeios.
Naquele mesmo dia, fomos conhecer o Cerro Campanário, um dos principais mirantes do Parque Nahuel Huapi, onde se chega de teleférico e se pode degustar tortas deliciosas em uma confeitaria situada à beira de uma vista deslumbrante.
No hotel mesmo, contratamos um outro passeio para o dia seguinte, que nos levou ao Cerro Tronador, um antigo vulcão inativo com 3.478 metros de altura, onde se pode contemplar o Ventisquero Negro, que se forma do gelo derretido do Cerro Tronador, além de percorrermos uma pequena trilha para a Cascata Los Alerces, também no Parque Nahuel Huapi.
Adiamos o passeio de barco pelo parque para a próxima viagem e seguimos para Villa La Angostura, mas essa história fica para o próximo post.
Nelson e Beti
Loucura pra Ushuaia - El Bolsón
A cidade de El Bolsón é encantadora; ao mesmo tempo que possui uma diversidade de restaurantes, hotéis, comércio, é rodeada de belezas naturais incríveis, onde há espaço para esportes radicais como trilha de moto, de quadriciclo, mountain bike, trekking, rafting ou para uma tranquila cavalgada ou pescaria.
A vista da janela do nosso hotel dava pro Cerro Piltriquitrón, só ao vivo para entender sua beleza.
Além dos doces caseiros maravilhosos, a região é conhecida pelas diversas fábricas de cerveja, pois há muitas plantações de lúpulo em El Bolsón.
Conseguimos fazer dois passeios maravilhosos, um de barco pelo Lago Puelo, com algumas pequenas quedas de água, que foi seguido por uma caminhada por terra com guia turístico, onde pudemos conhecer um pouco da história do lugar e da sua fauna, bem como da floresta Valdiviana.
Almoçamos no parque, onde provamos uma cerveja artesanal deliciosa e depois partimos para um segundo passeio no final da tarde, esse de Land Rover, para Mallín Ahogado, passando pelo mirador Cerro Saturnino, acompanhados de um guia super aventureiro, chamado Fernando, que nos mostrou lugares que só se chega com um 4x4 e mesmo assim acompanhado de alguém experiente como ele, que além de um mate delicioso, nos ofereceu tortas fritas e churros à beira de um riacho espetacular, de água muito límpida.
Inesquecível, voltaremos com certeza.
Nelson e Beti
A vista da janela do nosso hotel dava pro Cerro Piltriquitrón, só ao vivo para entender sua beleza.
Além dos doces caseiros maravilhosos, a região é conhecida pelas diversas fábricas de cerveja, pois há muitas plantações de lúpulo em El Bolsón.
Conseguimos fazer dois passeios maravilhosos, um de barco pelo Lago Puelo, com algumas pequenas quedas de água, que foi seguido por uma caminhada por terra com guia turístico, onde pudemos conhecer um pouco da história do lugar e da sua fauna, bem como da floresta Valdiviana.
Almoçamos no parque, onde provamos uma cerveja artesanal deliciosa e depois partimos para um segundo passeio no final da tarde, esse de Land Rover, para Mallín Ahogado, passando pelo mirador Cerro Saturnino, acompanhados de um guia super aventureiro, chamado Fernando, que nos mostrou lugares que só se chega com um 4x4 e mesmo assim acompanhado de alguém experiente como ele, que além de um mate delicioso, nos ofereceu tortas fritas e churros à beira de um riacho espetacular, de água muito límpida.
Inesquecível, voltaremos com certeza.
Nelson e Beti
Loucura pra Ushuaia - Paso de Indios a El Bolson
Pessoal,
Paso de Indios é um local diferente. Apesar de ficar no meio do nada e ser totalmente esquecida pelo governo e pelos demais argentinos, trata-se de um local de gente forte. Lá as pessoas superam as dificuldades e não choram por elas. Gente simples, disposta a ajudar e que não se coloca na posição de explorar aqueles que não tem alternativa. Esta foi a minha sorte!
Estava exausto após lutar contra um vento fortíssimo por vários quilômetros. Cheguei a Paso de Indios e resolvi ficar lá. Achei que continuar aq andar na moto depois das 19h, sabendo que ainda havia quase 300 km de deserto até a cidade de Esquel (isto é, a volta a civilização) seria temerário.
Tomei a decisão correta, porque as pessoas disseram que, em cerca de 1h, anoiteceria. Paso de Indios não tem quase nada e não depende de ninguém de fora de Paso de Indios. Lá é ignorado pela empresa estatal argentina que fornece combustível a todo o resto do país. A YPF explica categoricamente que não se responsabiliza pelo fornecimento de combustível a Paso de Indios. Por isso, eles compram o combustívbel de que precisam de distribuidoras independentes. Por isso, em Paso de Indios, só existe gasolina com chumbo. Justamente a gasolina que a TDM não consome. Tudo bem...
Dormimos bem, comemos bem e as pessoas nos acolheram com tanta benevolência que aliviou nossos espíritos de tanta tensão do dia anterior.
Assim, no dia 01/02, saímos de Paso de Indios em direção a El Bolson. Foi muito vento, mas estava bem melhor do que no dia anterior. Na verdade, o dia anterior foi um dia no qual alguém sensato não andaria de moto naquela região. De fato, alguém sensato não andaria nem de carro, nem de caminhão naquele lugar. Por isso, encontrei tão poucas pessoas ao longo do caminho.
De qualquer forma, assim que chegamos a Ruta 40 foi um alívio. Aqueles ventos, que muitos dizem ser fortes, eram como brisas para nós. O posto onde abastecemos tinha café quente e eu pude descansar um pouco e eu conversei um pouco com uma família de chilenos que passeavam pelas aquelas bandas. Gente muito simpática.
Depois tocamos direto, passando por Esquel e seguindo até El Bolson, que é, para aqueles que moram em Porto Alegre, uma enorme Cidade Baixa. Feita de muita gente louca e aventureiros de toda a parte, contando, porém, com a excelência da culinária argentina.
Mais detalhes: ficam para quem for tomar chopp conosco.
Abraços
Nelson e Beti.
Paso de Indios é um local diferente. Apesar de ficar no meio do nada e ser totalmente esquecida pelo governo e pelos demais argentinos, trata-se de um local de gente forte. Lá as pessoas superam as dificuldades e não choram por elas. Gente simples, disposta a ajudar e que não se coloca na posição de explorar aqueles que não tem alternativa. Esta foi a minha sorte!
Estava exausto após lutar contra um vento fortíssimo por vários quilômetros. Cheguei a Paso de Indios e resolvi ficar lá. Achei que continuar aq andar na moto depois das 19h, sabendo que ainda havia quase 300 km de deserto até a cidade de Esquel (isto é, a volta a civilização) seria temerário.
Tomei a decisão correta, porque as pessoas disseram que, em cerca de 1h, anoiteceria. Paso de Indios não tem quase nada e não depende de ninguém de fora de Paso de Indios. Lá é ignorado pela empresa estatal argentina que fornece combustível a todo o resto do país. A YPF explica categoricamente que não se responsabiliza pelo fornecimento de combustível a Paso de Indios. Por isso, eles compram o combustívbel de que precisam de distribuidoras independentes. Por isso, em Paso de Indios, só existe gasolina com chumbo. Justamente a gasolina que a TDM não consome. Tudo bem...
Dormimos bem, comemos bem e as pessoas nos acolheram com tanta benevolência que aliviou nossos espíritos de tanta tensão do dia anterior.
Assim, no dia 01/02, saímos de Paso de Indios em direção a El Bolson. Foi muito vento, mas estava bem melhor do que no dia anterior. Na verdade, o dia anterior foi um dia no qual alguém sensato não andaria de moto naquela região. De fato, alguém sensato não andaria nem de carro, nem de caminhão naquele lugar. Por isso, encontrei tão poucas pessoas ao longo do caminho.
De qualquer forma, assim que chegamos a Ruta 40 foi um alívio. Aqueles ventos, que muitos dizem ser fortes, eram como brisas para nós. O posto onde abastecemos tinha café quente e eu pude descansar um pouco e eu conversei um pouco com uma família de chilenos que passeavam pelas aquelas bandas. Gente muito simpática.
Depois tocamos direto, passando por Esquel e seguindo até El Bolson, que é, para aqueles que moram em Porto Alegre, uma enorme Cidade Baixa. Feita de muita gente louca e aventureiros de toda a parte, contando, porém, com a excelência da culinária argentina.
Mais detalhes: ficam para quem for tomar chopp conosco.
Abraços
Nelson e Beti.
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